Ela já é malandra, senão não estaria na Beija-Flor esse tempo todo. O que tem de gente querendo a vaga dela... Se não fosse esperta, já tinha caído. E não falo só de garotas da comunidade. É atriz, gente da televisão"

Passa um pouco do meio-dia quando Neguinho da Beija-Flor, 65 anos, chega à plataforma da Central do Brasil para posar para o ensaio de carnaval do EGO. Lá, ele começa a relembrar histórias da época em que era duro e pegava o trem para a Baixada Fluminense, região onde fica Nilópolis, município que abriga a Beija-Flor, a escola de samba que, como ele mesmo diz, lhe deu tudo. As lembranças de Neguinho só são interrompidas pela chegada de Raíssa de Oliveira, 24 anos, há 13 como rainha da Beija-Flor. “Está bonita, hein, comadre?”, brinca ele com o traje típico que a rainha veste. Ele usa um terno branco, acompanhado de uma camisa com as cores da escola.
O cenário que abriga tantas memórias guarda também um dos pontos mais emblemáticos do Rio, o prédio da Central do Brasil, que marca o centro comercial da cidade e o vaivém dos trabalhadores que chegam do subúrbio. É ali, em meio a gente trabalhadora, que Neguinho e Raíssa encarnam os personagens deste ensaio: a cabrocha e o malandro.
Em meio à comemoração dos 450 anos do Rio de Janeiro, o EGO escolheu contar a História da cidade não só através dos seus cenários, mas também desses dois personagens do mundo do samba. Com vocês, toda a malandragem de Neguinho da Beija-Flor e o gigando faceiro de Raíssa de Oliveira.

Malandragem nilopolitana

Há 40 anos na escola de Nilópolis, Neguinho conta a sua história. “Antes de ser da Beija-Flor, perambulei pelo Império Serrano, Salgueiro e Portela", lembra o cantor, que chegou a ser rejeitado na Azul e Branco de Oswaldo Cruz.
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